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09/09/2017

Clube de Jazz Blue Note abre no Rio

 

Rio de Janeiro - Apesar de uma contínua depressão econômica pós-Olimpíadas de 2016, que finalmente parece começar a recuar (mas que ainda se recusa a desaparecer), o clube de jazz Blue Note, com sede em Nova York, abriu no final de Agosto sua sétima franquia, nesta cidade musical mais conhecida pelo samba e carnaval.

 

Observando que a Blue Note de São Paulo só abrirá em junho de 2018, Luiz Andre Calainho -um carioca (nascido na Suíça) e parceiro da Holding L217, disse: "Nós escolhemos abrir no Rio primeiro porque esta é a cidade onde a maioria dos artistas vivem. O Blue Note será um lar para os artistas, tanto para talentos novos como para os antigos, será um espaço para renovação“.

Otimista, no velho estilo brasileiro, Calainho justifica fazer investimentos no momento em que o Brasil tem cerca de 14 milhões de desempregados e numerosas empresas fechando suas portas, enquanto políticos corruptos estão sendo detidos para enfrentar julgamentos ou sentenças penitenciárias. Ele acrescenta: "O Brasil mudará somente se continuarmos sonhando. Tudo depende de nós e não dos políticos ".

 


 

Um investimento de mais de 1.25 milhão de dólares foi feito em um clube/restaurante com capacidade para 350 pessoas, em comparação à capacidade de 200 pessoas em New York. O Blue Note tem uma vista panorâmica, uma das mais belas do Rio: a lagoa onde equipes de remo disputaram durante as Olimpíadas Rio 2016.

Já confirmados para se apresentarem no Blue Note carioca os gringos Chick Correa e Chris Botti, e mais os ícones brasileiros Hermeto Paschoal, João Donato, Teresa Salgueiro (Madredeus), bem como os principais músicos brasileiros que residem no Brasil ou no exterior, como Sergio Mendes. Durante o maior show da cidade na Terra, o Carnaval em Março, espera-se que o Blue Note carioca sirva como espaço alternativo para aqueles que procuram outros sons que não seja o samba.

É o mesmo que se espera para o festival Rock in Rio, que acontece agora em meados de Setembro; fãs cansados ​​de Rock terão o Blue Note como um ponto de encontro para uma "jam session" musical reunindo talentos variados.

 

Perguntado sobre a notoriedade local de não manter silêncio nas casas noturnas enquanto a boa música está tocando, o Presidente da Blue Note original (aberta em 1981), Steven Bensusan disse que "nós tivemos o mesmo problema em outras partes do mundo como Milão, mas quando uma música excelente está tocando, o público fica quieto ... "

 

Concordando que "lendas são lendas", em referência a antigos gigantes de jazz como Coltrane, Miles Davis, Dizzy Gillespie, Charlie Parker etc, Bensusan acredita que "há grandes novos talentos como Josh Redman, por exemplo, criando novas músicas e novas composições", e concorda com seus parceiros brasileiros que, a terra de Villa Lobos, Tom Jobim, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e Ary Barroso, etc, é muito fértil para fazer música.

 

Calainho tem a última palavra a dizer sobre a mais nova casa musical do Brasil: "É importante para nós mostrar ao mundo que não estamos apenas trazendo atrações internacionais. Desejamos apresentar aqui, na Blue Note do Rio, Jazz brasileiro e música brasileira que está relacionada ao jazz. Esperamos que o público seja uma mistura de habitantes locais e estrangeiros. Estes últimos chegam ao Brasil para não ouvir artistas internacionais, mas brasileiros".


Harold Emert no Blue Note Rio

Para mais informações sobre o Blue Note do Rio, visite o site do clube: bluenoterio.com.br.

 

Texto: Harold Emert (contato) - tradução: Phylis Huber

 

(textos publicados nas colunas deste portal são de inteira responsabilidade de seus autores. Dúvidas ou questões, entrar em contato diretamente com o autor)

 

 


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