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24/03/2018

Ex-Presidenta Dilma Rousseff: 'A espionagem dos EUA contribuiu para o meu impeachment

 

    RIO DE JANEIRO - Chamando atenção para recentes tentativas violentas de silenciar uma caravana política de seu mentor, o ex-presidente Lula da Silva, a ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, acredita que a espionagem de estrangeiros contribuiu para sua queda.


   Questionada sobre o atual rakeoff de 50 milhões de perfis do Facebook para fins eleitorais, Dilma lembrou que também foi descoberto que os EUA estavam espionando e coletando dados sobre sua Presidência e sobre a Petrobras, envolvida em escândalos que a levaram à queda.
 

  Convocando uma coletiva de imprensa surpresa na segunda-feira no Rio de Janeiro em um hotel em Copacabana, a ex-presidente elogiou a imprensa estrangeira por "não me abandonar" e continuou insistindo que um "golpe de Estado" tomou conta do Brasil.

 

   "E como outros golpes de Estado em todo o mundo, aqui o golpe está se acentuando com a ascensão de extremistas de direita beirando o fascismo. Perdemos todo o Partido Trabalhista (PT) realizado em treze anos", afirma Dilma. O assassinato de uma vereadora negra, bissexual e mulher faz parte desse golpe ", acrescentou, referindo-se ao recente assassinato não solucionado no centro do Rio da vereadora Marielle Franco, depois de ela ter falado em um comício político.


      Parecendo radiante, mais jovem, revigorada e com um penteado chique, a ex-presidente deposta - que alegadamente era terrorista política quando jovem - insinuou que ela poderia concorrer em novembro para senadora ou outro cargo, "dependendo das circunstâncias". (Entre os candidatos que concorrem ao Senado em novembro estão o ex-melhor jogador de futebol do Mundial, Ronaldinho, e na disputa presidencial, a resposta do Brasil a Donald Trump, Jair Mesias Bolsonaro).


     Dilma havia acabado de voltar de sua missão de acompanhar a caravana política do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva no sul do Brasil. Ela insiste que o presidente mais popular está sendo politicamente perseguido, e que seu ônibus caravana foi apedrejado por manifestantes gaúchos com chicotes.

 

     "Lula" estava fazendo campanha para a presidência do Texas no Brasil, apesar do fato de que o ex-presidente possa ser preso em um futuro próximo por acusações de corrupção em relação à alegada aceitação de um apartamento triplex e uma casa de campo no estado de São Paulo pela Odebrecht. Dilma insistiu que "milícias" apoiadas pelo governo federal estão por trás do apedrejamento "porque Lula está liderando as pesquisas para presidente".


     Ela também acredita que a Suprema Corte do Brasil, que recentemente suspendeu até 4 de abril sua decisão sobre a concessão de um habeas corpus a Lula, é um sinal do golpe violando o princípio democrático internacional de que "uma pessoa é inocente até que se prove sua culpa".


      "Quando eu e o Lula éramos presidentes, vivíamos numa democracia, mesmo com todos os seus defeitos, e estávamos lutando contra a pobreza. Agora o golpe está em andamento,  a violência e o apedrejamento da caravana de Lula no estado do Rio Grande é um sinal disso", insiste Dilma. "Lula é inocente da corrupção porque não existe evidência concreta."


(Pela lei brasileira, um presidente pode ser reeleito, mas deve ter um hiato antes de concorrer novamente à presidência)

 

 

Texto: Harold Emert (contato) - tradução: Roberto Carelli

 

(textos publicados nas colunas deste portal são de inteira responsabilidade de seus autores. Dúvidas ou questões, entrar em contato diretamente com o autor)

 

 


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