A revista do carioca na internet

 
 

 

 

09/06/2018

Uma manhã com Ricardo Boechat  

De Harold Emert

 

Este americano da terceira idade, morador do Rio, é de uma época em que jornais e jornalistas eram tratados com respeito, e até reverência, e não como supostos mensageiros de "fake news".


     E como ex-leitor - e informante de notícias e personalidades culturais e estrangeiras - da/para a famosa coluna social de Ricardo Boechat no jornal O Globo, no Rio de Janeiro, tive o prazer de comparecer na última sexta-feira a um encontro com este que é o mais famoso jornalista brasileiro hoje.
   
   Quando alguém no jornal O Globo (infelizmente para seus muitos leitores) demitiu Boechat em 2001, este lúcido jornalista se tornou o "jornalista mais admirado do Brasil" e ganhou três prêmios Esso, o equivalente ao Pulitzer no jornalismo americano.


      Atualmente, Boechat é âncora da Rede Bandeirantes, e foi eleito em 2016 "o melhor apresentador de TV do Brasil".


       Os noticiários noturnos e reportagens de Boechat na Band e sua coluna semanal para a revista "Isto é" são confiáveis ​​e - eu diria - os relatórios mais honestos sobre o que realmente está acontecendo neste complexo país-continente chamado Brasil.

 

Mas sei muito bem que muitos discordarão de mim - como fez um manifestante em frente ao Museu do Amanhã depois da reunião de Boechat. 

Harold Emert e Ricardo Boechat

 
      Filho mais velho de dois pais judeus franceses que emigraram em 1945 para o Brasil, Boechat, 66 anos, iniciou sua carreira em 1970 como repórter do jornal Estado de São Paulo. Depois, trabalhou no Jornal do Brasil e no jornal O Dia,  chegando em 1983 ao jornal O Globo. Lá ele foi
, por alguns anos, assistente de Ibrahim Sued, o badalado colunista social e de entretenimento do Rio nos anos 70 e 80.


   Quando trabalhava para o Globo, Ricardo Boechat residia no Leblon. Ele ainda tem família em Niterói, incluindo sua mãe Mercedes, 86, e diz que, mesmo depois de viajar pelo mundo todo, ainda considera o Rio como "a cidade mais bonita do mundo".

  Eu fiquei muito impressionado na manhã de sexta-feira no Museu ao ver mais de 300 fãs na fila desde as 8h da manhã para o encontro ao vivo com Boechat. Impressionante também ver como a TV consegue transformar um jornalista em uma estrela pop!


       Uma entusiasta do sexo feminino, que estava no salão lotado, pediu para "beijar a cabeça careca deste homem brilhante". Ricardo obedeceu humildemente, corrigindo o elogio com a observação de que somente sua cabeça careca era "brilhante".
 
     Sempre de bom humor e aberto a todas as perguntas ("mande embora, por favor"), Boechat lembrou a esse colunista que o jornalismo pode ser divertido. Não se preocupe com as notícias pessimistas diárias que lembram a distopia (o oposto do Brasil que conhecíamos) que perpassa essa nação nos últimos anos.


     Boechat vive, e sem um teleprompter, ele é de fato um grande comunicador. Se ele desejasse (mas ele não o faria), poderia facilmente ser eleito para um cargo público.


   Ele nos apresentou uma visão positiva do atual cenário pré-eleitoral, observando que treze candidatos presidenciais são esperados para o primeiro debate na TV Bandeirantes, 9 de agosto, que ele vai sediar. Ele prevê que o candidato "quem melhor sabe fazer alianças" será o próximo presidente do Brasil.

       Boechat também acredita que quem vencer em novembro - até mesmo o candidato mais detestado - levará o Brasil a um novo e melhor caminho e não conseguirá continuar os caminhos corruptos do passado.


     "O Brasil mudou enormemente nos últimos cinco anos, e as pessoas não vão tolerar continuar convivendo com a corrupção", afirma.


     Quanto a sobreviver à crise atual, Boechat observa: "O Brasil sobreviveu a outras crises: um presidente que morreu no cargo; outro que cometeu suicídio; Collor, que era louco o suficiente para confiscar contas de poupança; hiperinflação sob o presidente Sarney, e com tudo isso, sobreviverá a  esta crise para se tornar uma nação melhor.


  "Quem teria previsto há cinco anos que o Presidente mais popular do Brasil e os políticos e empresários corruptos estariam na cadeia?"

 

O Brasil mudou!

Viva Boechat!

 

 

Texto: Harold Emert (contato)

 

Tradução: Roberto Carelli

 

 

(textos publicados nas colunas deste portal são de inteira responsabilidade de seus autores. Dúvidas ou questões, entrar em contato diretamente com o autor)

 

 


CLIQUE ABAIXO PARA PARTICIPAR DO NOSSO GRUPO NO FACEBOOK!

 

ENTRE EM NOSSO GRUPO NO FACEBOOK PARA COMENTAR E POSTAR.


 

voltar para a página inicial





Copyright 2012 -2018 - ORioeNosso.com.br